30 de agosto de 2019

Freud e a Sexualidade

“Em última análise, precisamos amar para não adoecer.”


Creio que ninguém ampliou tão vastamente a questão da sexualidade como ele.

Sigmund Freud foi um Neurologista vienense que resolveu se aprofundar na observação do comportamento humano, ao ver inúmeros casos em sua época de doenças físicas que não tinham uma base orgânica.

Sua ousadia foi incrível, pois quebrou um código comum na medicina do fim do século XIX, de que não se podia ouvir um paciente.

Freud não só ouviu, como passou a identificar alguns padrões comuns no desenvolvimento psicológico de seus pacientes. Com isso obteve bons resultados e quadros que até então eram incuráveis tiveram melhoras com a terapia pela fala.

As contribuições de Freud foram tão poderosas que se estenderam para muito além da medicina e da psicologia, mas chegaram à antropologia, artes, arquitetura, marketing, sociologia, teologia.

Uma leitura atenciosa de Freud, pode revelar àqueles que o acusam de ultrapassado aspectos da personalidade humana que, continuam tão vivos como há 111 anos.

Fraternos Abraços

18 de agosto de 2019

Pensamentos de Freud


Nascido em 6 de maio de 1856 na Áustria, o neurologista Sigmund Freud é considerado o “fundador” da psicanálise e foi responsável por popularizar o método de tratamento psicológico através do diálogo entre paciente e médico, tão comum hoje em dia. Muitas de suas teorias envolviam mecanismos da mente inconsciente, como a interpretação de sonhos, e dividiram os estudiosos da época, embora tenham contribuído para desenvolver técnicas terapêuticas baseadas principalmente na análise clínica.

Entre os artigos publicados por Freud, alguns desvendaram e transformaram a visão da psicologia sobre a sexualidade, o desenvolvimento da mente humana e o significado de diversos comportamentos inconscientemente “fabricados” durante a infância. Entenda os principais conceitos e estudos deixados pelo psicanalista:

Nossa sexualidade se desenvolve 

por vários estágios durante a infância
De acordo com a teoria de desenvolvimento psicossexual de Freud, as crianças percorrem várias fases de amadurecimento centradas em zonas erógenas. Se completasse todos esses períodos, o neurologista acreditava que o indivíduo seria capaz de desenvolver uma personalidade saudável, mas a fixação em qualquer um dos estágios poderia atrapalhar a evolução até a vida adulta.

Cinco fases determinam essas transições: oral, anal, fálico, latência e genital. 


No primeiro ano de vida, a boca é o objeto central de prazer, razão pela qual os bebês nascem com um “reflexo de sucção” e o instinto de mamar nos peitos da mãe — se essa necessidade não for preenchida, a criança pode crescer com hábitos como roer unhas ou chupar o dedo; 

até os três anos, as crianças passam a exercer o controle sobre suas necessidades fisiológicas e qualquer desenvolvimento impróprio desta fase pode resultar em uma criança excessivamente organizada e preocupada com a ordem; 

entre três e seis anos, surge o prazer concentrado nos genitais e com ele o chamado Complexo de Édipo, que envolve o desejo de um menino por sua mãe e sua vontade de de substituir seu pai, visto como um rival;

já no período de latência, os instintos sexuais costumam ser reprimidos e, a partir dos 12 anos, a fase final leva o indivíduo a direcionar seu interesse para membros do sexo oposto. Muitos aspectos dessa teoria, no entanto, já foram substituídos por conceitos mais modernos da psicanálise.

A psique humana é 
dividida em três partes
Em alguns de seus trabalhos propostos durante a década de 1920, Freud sugeriu que a mente humana é dividida entre o Id, Ego e Superego: o primeiro representa o inconsciente completo, parte impulsiva da psique que, durante a infância, proporciona apenas as capacidades básicas. O Id citado pelo psicanalista é formado pelo princípio do prazer, que busca preencher vontades sem considerar qualquer aspecto da realidade.

O Ego observa que nem sempre nosso Id é capaz de obter aquilo que deseja, já que essa expectativa pode por vezes causar problemas. Em outras palavras, nosso Ego existe para sempre levar a realidade em consideração. Também é papel do Ego ponderar as exigências do Id e o aspecto autocrítico do Superego, que surge a partir dos cinco anos e compõe a parte moral da mente humana.

A maioria das emoções 
e impulsos humanos 
está “escondida” no inconsciente
O conceito da inconsciência foi essencial para a visão de Freud sobre a mente humana. Ele acreditava que boa parte daquilo que vivemos — emoções, impulsos e crenças — surge através de nosso inconsciente e não é visível pela mente consciente. Lembranças traumáticas, por exemplo, ficam “bloqueadas” na memória de um indivíduo, mas continuam ativas sem sabermos e podem reaparecer em certas circunstâncias.


Já a mente consciente, segundo Freud, define pouco sobre nossa personalidade. Um terceiro nível da psique foi chamado de subconsciente ou pré-consciente: parte da mente que recupera informações das quais nem sempre nos lembramos, mas que podemos acessar quando necessário.

Os sonhos são uma representação 
de desejos reprimidos
Publicada em 1899, sua obra A Interpretação dos Sonhos abordou os processos conscientes e inconscientes dos sonhos e representa o início da teoria sobre o “inconsciente dinâmico”, desenvolvido ainda durante a infância.

Freud argumentava que sonhos funcionam como o cumprimento de um desejo, muitas vezes reprimido, e propôs o “fenômeno de condensação”, ideia de que um simples símbolo ou imagem visto no sonho poderia carregar vários significados e vontades ao mesmo tempo. Sua análise, apesar de ter sido bastante criticada, forneceu modelos para o tratamento de sintomas e mecanismos relacionados à repressão e a comportamentos compulsivos.


O luto e a melancolia são duas reações diferentes que envolvem alguma perda
Em um artigo publicado em 1917, Freud explicou a diferença na origem das sensações causadas pelo luto e pela melancolia, dois tipos de resposta a alguma perda. O luto representa o sofrimento de perder algum familiar ou pessoa amada e seu processo ocorre no consciente.

No caso da melancolia, o indivíduo não é capaz de identificar facilmente a razão de sua dor, que ocorre em grande parte na mente inconsciente. Enquanto o luto é considerado um fenômeno saudável e necessário para nos recuperarmos de alguma perda, a melancolia é uma patologia e envolve a perda de autoestima, sem aparentemente envolver a perda de algo concreto ou físico. Sintomas da melancolia também se assemelham a alguns vistos na depressão.

Abraços Fraternais

10 de agosto de 2019

Psicanálise * Emoções, Relacionamentos e Estresse


Aprenda a lidar com as emoções. Não é necessário reprimi-las, mas é muito importante que não se deixe levar por elas.

Todos nós temos nossas inseguranças, mas deixarmos que elas controlem nossa vida pode levar tudo por água abaixo.

Deixe que as emoções se manifestem controladamente, aos poucos.
Assim elas se tornam mais intensas, sem que assumam o controle dos acontecimentos.

Dessa forma poderemos usufruir delas com muito mais segurança e prazer. Saberemos tomar decisões com racionalidade concretas.

Temos que ter cautela quando estamos estressados, nesse estado ficamos a deriva da insegurança.

Principalmente se os dois estiverem passando pelo mesmo processo, o relacionamento poderá sofrer um desgaste intenso.

Não é o momento para tomar decisões, elas seriam tomadas por impulsos, o que seria danoso para ambos.

Essas decisões irá nos afastar de nossos objetivos mais preciosos.

Procure controlar as emoções e não deixar que elas interfiram negativamente no relacionamento com a pessoa que ama.

Com o estresse haverá mudanças, e é importante que sejamos flexíveis o suficiente para aceitar mudanças, sem nos desgastarmos e sem entrarmos em conflito com a pessoa que gostamos.

Lembre-se que mudanças é a única coisa realmente constante em nossa vida, tanto as positivas como as negativas. Não aceitá-las é negar a evolução.

A impulsividade seria prejudicial a nossa vida. As coisas são mutáveis, portanto nossas decisões também.

Quando estamos estressados devemos prestar atenção e escutar nosso coração e conceder mais receptividade ao nosso sentimento.

Se tornarmos os devidos cuidados, tudo correrá bem e as emoções equilibradas fluirão.

Faça Terapia Psicanalítica 
 e conceba a vida com qualidade de vida e bem estar!!!

Amor, Luz e Paz

10 de julho de 2019

A Psicanálise é...



A Psicanálise é um procedimento para a investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo;

Um método (baseado nessa investigação) para o tratamento de distúrbios neuróticos;

Uma coleção de informações psicológicas obtidas ao longo dessas linhas, e que gradualmente se acumulou numa “nova” disciplina científica.

A Psicanálise promove a consciência de padrões de emoções e comportamentos inconscientes, desadaptativos e habitualmente recorrentes. Isso permite que aspectos anteriormente inconscientes do self se integrem e promovam um ótimo funcionamento da mente, cura e expressão criativa.

Freud foi um homem à frente do seu tempo, que criou um estudo que ajuda muitas pessoas até hoje a entrarem em contato com uma nova parte de si mesmas e criarem vidas mais conscientes.

O seu trabalho é reconhecido mundialmente e, até a presente data, o mais EXATO pesquisador da vida psíquica.

Saudações 

9 de março de 2019

Síndrome da Rã fervida

Síndrome da Rã fervida 
Incapazes de reagir aos maus tratos sutis 
A rã fervida gastou toda a sua Energia 
para adaptar-se às circunstâncias, 
por isso, quando chegou o momento crítico, 
não sobraram forças para que se salvasse. 


A síndrome da rã fervida faz referência ao desgaste emocional que surge quando nos encontramos presos em situações de maus-tratos das quais acreditamos que é impossível escapar, e por isso aguentamos e aguentamos, até sairmos queimados.

Digamos que, pouco a pouco, vamos nos prendendo em uma espécie de círculo vicioso que nos machuca mental e emocionalmente até o ponto de nos deixar sem forças.

Foi Olivier Clerc, escritor e filósofo francês, quem criou, em uma linguagem simples, acertada e ilustrativa, a fábula da rã fervida. Vejamos com mais detalhes no que consiste e como podemos aplicar seus ensinamentos em nossas vidas.

A rã que gastou suas forças da maneira errada 


A fábula é baseada em uma lei física real que diz que “se a velocidade de aquecimento da temperatura for menor do que 0,02ºC/minuto, a rã fica quieta e morre ao final da cocção. Em uma velocidade maior, a rã salta e escapa”.

Assim, como explicou Oliver Clerc, se colocarmos uma rã em um recipiente com água e começarmos a aquecê-la pouco a pouco, a rã irá ajustando paralelamente a sua temperatura corporal de forma gradual.

Quando a água estiver chegando ao seu ponto de ebulição, a rã não conseguirá mais ajustar sua temperatura, e por isso tentará saltar.

No entanto, tristemente, a rã não será mais capaz de pular, pois terá gasto sua força e energia para ajustar sua temperatura, e não terá mais o ímpeto necessário para conseguir escapar.

Como consequência óbvia, a rã morre fervida sem fazer nada para saltar e se salvar.

Agora devemos nos perguntar o que matou a rã: foi a água fervendo ou foi a sua incapacidade de decidir adequadamente em que momento deveria saltar?

Certamente se a tivéssemos mergulhado em uma panela a 50 ºC, ela mesma teria dado um grande salto com o objetivo de se salvar. No entanto, enquanto tolerava o aumento da temperatura, ela não pensou que podia e devia sair dali.


O sofrimento silencioso que nos leva a fingir que estamos bem

Quando a deterioração emocional é muito lenta, passa inadvertida por nós. Isso justifica que não reajamos e não nos oponhamos, e que acabemos nos afogando por respirar um ar tóxico que nos envenena pouco a pouco.

Quando uma mudança ocorre de uma forma suficientemente lenta, escapa à consciência e, portanto, não provoca nenhuma reação ou oposição.

Neste sentido, é comum ser vítimas da síndrome da rã fervida em certos tipos de relações amorosas, no trabalho, na família, com os amigos e até em outros entornos sociais.

Assim, quando a dependência, o orgulho, o egoísmo ou as exigências se manifestam com conta-gotas, fica muito difícil dar conta do quão prejudicial pode ser nos mantermos neste lugar.

Poder ser que inclusive classifiquemos como agradável que nosso parceiro precise de nós a todo momento, que nosso chefe confie em nós para nos designar certas tarefas, ou que nosso fiel amigo demande nossa atenção constantemente.

No entanto, a longo prazo, as exigências vão minando a nossa capacidade de reação e resposta, fazendo com que esgotemos nossas forças e nossa habilidade para ver que na realidade não se trata de uma relação saudável.


Este processo de adaptação silenciosa ao mal-estar nos deteriora e faz com que percamos o controle de nossas vidas, pouco a pouco e de maneira muito sutil. Isso nos impede de ser conscientes e de nos prepararmos para dar uma resposta que realmente se ajuste a nossas necessidades.

Por esta razão é essencial fazer um esforço consciente para manter abertos os olhos e avaliar aquilo que desejamos. Somente desta maneira poderemos remover o valor do que deteriora nossas faculdades.

Só poderemos crescer se estivermos dispostos a nos sentir incomodados durante um tempo.

Porque seguirmos em frente e fazer valer nossos direitos é algo que muitas vezes não agrada aos que estão ao nosso redor, já que vivem acostumados com o nosso conformismo, e para eles nossa mudança de atitude é incômoda.

Lembremos que às vezes um “Chega!” nos ajudará a garantir nosso bem-estar emocional e proteger nosso amor próprio, nossa dignidade e nossos interesses.

Consideremos sempre a fábula da rã fervida para que não nos consumamos em uma dor que pode ser evitada a tempo.

Referência bibliográfica:
Clerc, O. (2007). La rana que no sabía que estaba hervida… y otras lecciones de vida. Madrid: Maeva

Fraternos Abraços

18 de novembro de 2018

Frases de Freud sobre Sexo e Religião



sobre Deus e religião

“O Deus de cada pessoa, resulta psicologicamente do pai transfigurado. Ou seja, nossa experiência vital com o pai é sublimada e projetada na divinização paterna.”

"Um homem que está livre da religião, tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa."

"Acredito que seria necessário muito tempo antes de uma criança, a quem nada se tivesse dito, começar a se preocupar com Deus e com as coisas do além."

“A religião é comparável com a neurose infantil.”

“A religião é uma ilusão derivada do fato de que satisfaz nossos desejos instintivos.”

"A crença piedosa do indivíduo, é intensificada pelo entusiasmo da multidão em meio à qual ele faz, em regra, sua peregrinação até o local sagrado." 

"Todos os impulsos mentais de um indivíduo, podem ser enormemente aumentados por uma influência do grupo tal como está."

"Em todos os tempos, a imoralidade encontrou na religião tanto apoio quanto a moralidade."

"A religião é um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado, lhe explicam os enigmas deste mundo com perfeição invejável e que, por outro lado, lhe garantem que uma Providência cuidadosa velará por sua vida e o compensará, numa existência futura, de quaisquer frustrações que tenha experimentado aqui." 

"O homem comum só pode imaginar essa Providência, sob a figura de um pai ilimitadamente engrandecido." 

"Apenas um ser desse tipo pode compreender as necessidades dos filhos dos homens, enternecer-se com suas preces e aplacar-se com os sinais de seu remorso." 

"Tudo é tão patentemente infantil tão estranho à realidade, que, para qualquer pessoa que manifeste uma atitude amistosa em relação à humanidade, é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de superar essa visão da vida." 

"Mais humilhante ainda, é descobrir como é vasto o número de pessoas de hoje, que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável e, não obstante isso, tentam defendê-la, item por item, numa série de lamentáveis atos retrógrados."

"A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e imortalidade, ou como um ópio contra a miséria e sofrimento da existência humana."

"O verdadeiro crente encontra-se em alto grau protegido de certas afecções neuróticas; a aceitação da neurose universal, dispensa-o da tarefa de criar para si uma neurose pessoal."

sobre sexo

“Chamamos de perversa, uma prática sexual quando se renuncia à meta de reprodução e se persegue a ganância do prazer como meta única.”

"Acabei por convencer-me de que a masturbação era o único grande hábito, a «necessidade primitiva», e que as outras necessidades, como as do álcool, da morfina, do tabaco, não passam de seus substitutos, produtos de substituição."

“É quase impossível conciliar as exigências do instinto sexual com as da civilização.”

"A sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual."

14 de setembro de 2018

Frases para reflexão



Frase de Freud sobre a ciência: 

"A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar, que poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar."


Frase de Freud sobre loucura e sonhos: 

“Qualquer um que comporte-se acordado, da mesma maneira que se comporta nos sonhos, será visto como louco.”


O elogio na visão de Freud:

“Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.”


"No princípio era a ação. 
O pensamento é o ensaio da ação."

"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons."

"Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais, tem que servir contra as guerras."

"O primeiro humano que xingou o inimigo, em vez de atirar-lhe uma pedra, foi o fundador da civilização."

Frase de Freud sobre segredos: 

“Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos.”

“Desejo é o impulso de recuperar a perda da primeira experiência de satisfação.”

"A renúncia progressiva dos instintos, parece ser um dos fundamentos do desenvolvimento da civilização humana."

“Aonde quer que eu vá, eu descubro que um poeta esteve lá antes de mim.”

SAUDAÇÕES