28 de maio de 2018

Quem é Freud?


Mas afinal, que é esse tal de Freud que todo mundo fala e você nunca tirou um tempo da sua vida para saber quem é? As vezes passamos a vida inteira escutando as pessoas falarem do tal do Freud, e nunca vamos atrás para saber quem realmente foi o cara. Para quem não sabe, o nome do cidadão era Sigsmund Schlomo Freud e ele nasceu no dia 08 de maio de 1856, em Freiberg, na Moravia, e é o grande fundador da Psicanálise. Ele era filho de um comerciante chamado Jacob Freud, e de sua segunda esposa, Amália Nathanson, que foi quem influenciou mais tarde em muitos estudos de Freud.

Alguns de seus irmãos, do primeiro matrimônio, eram aproximadamente vinte anos mais velhos que ele. Ao completar quatro anos Freud se mudou com a família para Viena. Formado pela Universidade de Viena, ele optou a princípio por Filosofia, campo que depois iluminaria sua produção teórica, decidindo-se depois pela Medicina.

Desde mais novo, Freud demonstrava uma certa obsessão pela sexualidade, tanto que seu primeiro estudo publicado foi sobre órgãos sexuais de enguias, que foi realizado no laboratório de Zoologia Marinha de Trieste, em 1876, viés que marcaria suas preocupações na teoria psicanalítica. Cabia a Freud nesta instituição estudar a anatomia e a histologia do cérebro do homem. É durante essas investigações que ele percebeu elementos em comum entre a organização cerebral humana e a dos répteis. A partir daí, Freud, recorrendo à teoria de Charles Darwin sobre a evolução das espécies, inicia o esboço de seu questionamento da supremacia do homem sobre outros animais.

Outro estudo do começo de sua carreira foi a utilização da técnica da hipnose como forma de acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes, ele elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, e não orgânica. Essa hipótese serviu como base para outros conceitos, como o do inconsciente. Freud também ficou conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista.

Freud escreveu um grande número de livros importantes, como Psicologia da Vida Cotidiana, Totem e Tabu, A Interpretação dos Sonhos, O Ego e o Id e muitos outros. Neles, Freud se responsabilizava a repressão da sociedade daquela época, que não permitia a satisfação de alguns sentimentos, considerando-os errado ao ponto de vista social e religioso.

Mas afinal, qual era a teoria de Freud que deixou ele famoso e que as pessoas tanto falam? Bom, Freud era formado em medicina e especializado em tratamentos para doentes mentais, e ele criou uma teoria incrível. A teoria psicanalítica de Freud acredita que os conflitos fazem parte do desenvolvimento humano, portanto ele procurava descrever as causas dos transtornos mentais. O sistema freudiano trouxe o conceito de inconsciente em uma teoria da sexualidade. Ele estruturou o aparelho psíquico como um iceberg, onde o submerso não é voluntariamente controlado.

A consciência do ser humano é descrita por Freud em três níveis, o consciente, envolve todos os fenômenos que em determinado momento podem ser percebidos de maneira conscientes pelo indivíduo, o pré-consciente, que se refere aos fenômenos que não estão conscientes em determinado momento, mas podem tornar-se, se o indivíduo desejar se ocupar com eles, e por último o inconsciente, que diz respeito aos fenômenos e conteúdos que não são conscientes e somente sob circunstâncias muito especiais podem tornar-se.

Realmente a teoria de Freud é muito complexa e difícil de ser explicada com poucas palavras, mas tentando resumir a psicanálise, ela se baseia em um método terapêutico, empregado em casos de neurose e psicose, que consiste fundamentalmente na interpretação, por um psicanalista, dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de um indivíduo, com base nas associações livres e na transferência.
Abraços Fraternais

17 de maio de 2018

Sobre Freud e Frases



Sigmund Freud é um dos pensadores mais controversos do século XX, a quem em vida alguns consideravam um charlatão, outros, um gênio.

Coco Chanel o chamou de o primeiro homem feminista, pois foi Freud que se tornou ideólogo da revolução sexual e exortou as mulheres a lutarem pela igualdade.

Duas descobertas o tornaram imortal: ele descobriu o mistério dos sonhos e foi o primeiro a encontrar uma chave para decifrar o subconsciente do ser humano.

Frases Para Introspecção

A escala de sua personalidade é determinada pelo tamanho do problema que você é capaz de tirar de suas casinhas.


Antes de ser diagnosticado com depressão ou baixa autoestima, certifique-se de que não está rodeado por idiotas.

O objetivo de fazer o ser humano feliz não estava nos planos da criação do mundo.

Tudo que você faz na cama é bonito e absolutamente correto se os dois estiverem felizes.

O único desvio sexual é uma completa ausência de sexo, o resto é uma questão de gosto.

No momento em que uma pessoa começa a pensar sobre o sentido e o valor da vida, pode ser considerada doente.

O primeiro homem que insultou seu inimigo, em vez de lhe jogar uma pedra, foi o fundador da civilização.

O amor perfeito, eterno e livre e do ódio só existe entre um viciado e a droga.

Vivemos em um tempo muito estranho, quando, surpresos, percebemos que o progresso anda de mãos dadas com a barbárie.

Quanto mais perfeito parecer por fora, mais demônios tem por dentro.

Sei me defender quando me criticam, mas sou completamente impotente diante dos elogios.

Nunca nos sentimos tão vulneráveis ​​como quando amamos, e nunca nos sentimos tão infelizes na hora em que perdemos o amor.

O primeiro sinal de estupidez é a total falta de vergonha.

As pessoas são mais morais do que pensam e mais amorais do que se pode imaginar.

Nós ignoramos a maior parte do que é real dentro de nós, e o que pensamos que é real na verdade é uma ilusão.

Cada pessoa normal, na verdade, é normal apenas em parte.

Às vezes um charuto é apenas um charuto.

Saudações

28 de janeiro de 2018

Teoria da Personalidade



Conhecido como o “pai da psicanálise”, Sigmund Freud é um dos autores mais amados e odiados do século XIX e XX. A sua obra continua a ser alvo de debates controversos, ao mesmo tempo que serve de grande influência para a Psicoterapia contemporânea.

Freud também é conhecido por ser autor de profundas reflexões sobre a condição humana.



Teorias de Freud 
sobre a personalidade: 
Estrutura Básica

Na teoria freudiana, a mente humana está estruturada em duas partes principais: a mente consciente e inconsciente. A mente consciente inclui todas as coisas que estão conscientes ou podem facilmente levar à consciência. A mente inconsciente, por outro lado, inclui todas as coisas de fora da nossa consciência – todos os desejos, esperanças e memórias que se encontram fora da consciência, ainda continuam a influenciar o comportamento. Freud comparou a mente para um iceberg. A ponta do iceberg que é realmente visível acima da água representa apenas uma pequena porção da mente, enquanto a enorme extensão de gelo escondido debaixo da água representa o inconsciente, muito maior.

Teoria freudiana da personalidade: 
Id, Ego e Superego

Além desses dois componentes principais da mente, a teoria freudiana também divide a personalidade do ser humano em três componentes principais: o id, ego e superego. O ID segundo Freud, é a parte mais primitiva de personalidade que é a fonte de todos os nossos impulsos mais básicos. Esta parte da personalidade é totalmente inconsciente e serve como fonte de toda a energia libidinal. O ego na teoria de Freud é o componente da personalidade que é acusado de lidar com a realidade e ajuda a garantir que as exigências do id são satisfeitas de maneira que sejam realistas, seguras e socialmente aceitáveis. O superego na teoria freudiana é a parte da personalidade que mantém todas as normas morais internalizadas e padrões que adquirimos de nossos pais, família e sociedade em geral.

Fraternos Abraços

27 de janeiro de 2018

As Dez 'mais' Frases de Sigmund Freud

10 de janeiro de 2018

O Inconsciente

Quem nunca se viu repetindo comportamentos que havia prometido deixar para trás? Ou fazendo coisas que prejudicam a si mesmo, por mais irracional que isso pareça? Quantas vezes você se espantou com uma palavra fora de contexto que saiu no meio de uma frase? E sonhos bizarros, quem não tem?

Todas essas situações, sem relação aparente entre si, podem ser explicadas pela existência de uma única instância psíquica, que subverte nossas intenções e vontades: o inconsciente. A humanidade deve a Sigmund Freud essa descoberta. Apesar das transformações sociais, culturais e tecnológicas dos últimos 120 anos, o método psicanalítico criado por Freud para lidar com o mal-estar inerente à condição humana segue atual.

Ao criar esse novo campo do conhecimento, Freud desenvolveu diferentes conceitos teóricos para sustentar suas pesquisas. Confira a seguir os termos essenciais da psicanálise:

Inconsciente
Freud demonstrou que a maior parte da vida psíquica se desenrola sem que tenhamos acesso a ela. Ali se encontram principalmente ideias reprimidas que aparecem disfarçadas nos sonhos e nos sintomas neuróticos.

Ego
A parte organizada do sistema psíquico que entra em contato direto com a realidade e tem a capacidade de atuar sobre ela numa tentativa de adaptação. O ego é mediador dos impulsos instintivos do id e das exigências do superego.

Id
Fonte da energia psíquica, é formado por pulsões e desejos inconscientes. Sua interação com as outras instâncias é geralmente conflituosa, porque o ego, sob os imperativos do superego e as exigências da realidade, tem que avaliar e controlar os impulsos do id, permitindo sua satisfação, adiando-a ou inibindo-a totalmente.

Superego
É formado a partir das identificações com os pais, dos quais assimila ordens e proibições. Assume o papel de juiz e vigilante, uma espécie de autoconsciência moral. É o controlador por excelência dos impulsos do id e age como colaborador nas funções do ego. Pode tornar-se extremamente severo, anulando as possibilidades de escolha do ego.

Pulsão
Conceito situado na fronteira entre o psíquico e o somático. A pulsão é a representante psíquica dos estímulos que se originam no organismo e alcançam a mente. É diferente do instinto, pois não apresenta uma finalidade biologicamente predeterminada, e é insaciável, pois tem relação com um desejo, e não com uma necessidade.

Sonhos
Caminho de ouro para o acesso ao inconsciente. A interpretação do conteúdo dos sonhos revela desejos e percepções que de outro modo não chegariam à consciência.

Complexo de Édipo
Entre dois e cinco anos, aproximadamente, a criança desenvolve intenso sentimento de amor pelo genitor do sexo oposto e grande hostilidade pelo do próprio sexo. Tais sentimentos geralmente são vividos com grande ambivalência. O conflito costuma declinar por volta dos cinco anos, e uma boa estruturação da personalidade depende de sua resolução satisfatória.

Abraços Fraternais

5 de janeiro de 2018

27 de dezembro de 2017

A Sombra


A sombra é um dos conceitos mais importantes desenvolvidos por Carl Gustav Jung dentro da Psicanálise ou Psicanálise Junguiana, uma das especialidades do conhecimento psicológico que aprofunda a Psicanálise, criada por Sigmund Freud.

Este aspecto do ego humano é fundamental na conquista do aprimoramento da personalidade integral do Homem, ou seja, de sua individuação. Isto não ocorre sem a inclusão da sombra no mar de sua consciência, o ser não cresce, não completa este trabalho, o desenvolvimento do ‘eu’. Segundo Jung, a natureza sombria foi legada à Humanidade pelos estágios mais primitivos da existência, ao longo da jornada evolutiva empreendida pelo ser humano.

Como o indivíduo oculta nos recônditos de sua psique tudo que é rejeitado pelos padrões sociais e por si mesmo, aquilo que é definido como contrário à moral, do domínio da força bruta, ou seja, o monstro escondido dentro de cada um, o inconsciente é povoado com estas criações mentais ali reprimidas, e sem a limpeza constante deste conteúdo mental, é impossível o Homem ser livre, pois o fato de não pertencer à esfera da consciência não significa que a sombra deixe de influenciar as atitudes humanas.

O ser humano só tem acesso a sua natureza sombria quando tem a intrepidez necessária para mergulhar em si mesmo e empreender a imprescindível jornada de autoconhecimento, processo que pode ser facilitado pela Psicoterapia, mas que assim mesmo cabe a cada um realizar.

Geralmente, porém, as pessoas têm medo de olhar para si mesmas, de se verem como realmente são, e assim transmutar o que pertence ao campo das sombras. Normalmente o Homem prefere projetar no outro aquilo que ele rejeita em si mesmo, daí a importância de analisar com lucidez os aspectos da própria personalidade que são comumente transferidos para outras pessoas e situações.

O ângulo escuro do ser, as trevas que ainda residem na alma, o que cada ser tenta esconder de si mesmo, carece, segundo a Psicoterapia e a Psicanálise Profunda, ser conhecido, iluminado, para que se possa vencer e transcender estes conteúdos. Esta árdua tarefa deve ser realizada no âmago do Homem, que para isso precisa despertar no seu íntimo suas forças mais maléficas – pois a sombra também se revela, muitas vezes, sob terríveis aparências -, exilando-as de sua alma ao enfrentá-las com a luz da consciência.

O ser humano sempre temeu sua própria sombra, pois nela pressente a presença de tudo que, na verdade, desejaria esquecer ou fingir que nunca existiu. Mas sem a conscientização da natureza sombria não há processo de individuação que se sustente. É importante também perceber que este movimento de transformação é constante, pois uma vez que admite a existência da natureza sombria em seu interior, o Homem terá que lutar incessantemente contra ela, pois enquanto ele tiver o livre arbítrio, que pressupõe a escolha, algo será sempre relegado à margem, ou seja, ao âmbito da sombra.

Neste sentido, o indivíduo terá invariavelmente a companhia da sombra em sua viagem evolutiva rumo à individuação. E terá que derrotar sem cessar seus medos e tudo mais que o impeça de trazer à esfera da consciência o que está na periferia da psique, partindo constantemente da percepção de sua natureza sombria. Os sonhos podem contribuir muito para isso, muitas vezes constituindo o primeiro passo no processo de admissão da presença deste atributo negativo do ego, que pode igualmente se revelar positivo ao conferir intensidade à criatividade, à inspiração e a todas as emoções que envolvem o processo da criação.


Abraços Fraternais